terça-feira, 12 de maio de 2015

Centro Olímpico da Estrutural muda vida de ex-catador do lixão

Centro Olímpico da Estrutural muda vida de ex-catador do lixão

Essa é uma história de superação por meio do esporte. Aluno do Centro Olímpico e Paralímpico da Estrutural, Paulo Cardoso Vieira, tinha sete anos quando começou a trabalhar no lixão da cidade.
Aos 29 anos, perdeu a visão e a audição em virtude dos gases tóxicos e do excesso de barulho dos tratores.  Após algum tempo, Paulo ficou cego e com um déficit auditivo de 50% do ouvido direito. Após a perda da visão e parcial da audição, problemas como insônia, obesidade, irritabilidade e desmotivação com a vida começaram a angustiar diariamente a família.

Acompanhado pela esposa Carla Assis, ela contou que na época já não tinha mais esperança de ajudar o marido. “Eu sentia muito medo. Paulo dizia várias vezes que queria sumir porque há quatro anos vegetava em cima de uma cama, dependendo de mim e dos nossos filhos”, relatou.

A última tentativa da esposa para reverter o quadro do catador que se tornava cada dia mais crítico, foi procurar o Centro Olímpico e Paralímpico da Estrutural. Lá a família foi prontamente atendida e encaminhada para Coordenação de Pessoas com Deficiência Física.

Após passar por uma entrevista com psicólogos e testes de aptidão física, foi constatado pela equipe técnica que as modalidades de natação e atletismo seriam as melhores atividades indicadas para reverter o quadro do futuro aluno.

“Cheguei depressivo, sem condições de fazer absolutamente nada. Porém, os professores, com todo o carinho me incentivaram dizendo que eu tinha capacidade de superar os meus problemas. Hoje me sinto 100% saudável, agradeço a atenção dos professores do Centro que tanto me ajudaram a mudar de vida”, ressaltou.

Ao falar dos seus sonhos, Paulo se emociona e declara que pretende ser um grande atleta para ajudar a família. “Eu cheguei sem rumo. A depressão me consumiu em cima de uma cama por quatro anos. Quando cheguei no Centro Olímpico e Paralímpico tive o apoio dos professores e acreditei no que eles falavam, que eu poderia superar meus limites”. Paulo deixa ainda uma mensagem para aqueles que enfrentam dificuldades por causa da deficiência física:  “você também é capaz de enfrentar todos os seus desafios para ser feliz”, garante.

De acordo com a professora de atletismo da unidade, Hevélin Santana, Paulo tem condições reais de ser um grande atleta pelo excelente desempenho nas aulas de atletismo. “Além de ser um exemplo para sua família, ele é um motivador para todos os alunos e professores do Centro”, disse.

Após sete meses de atividades regulares, hoje Paulo tem seu sono regularizado, dorme normalmente no período noturno, emagreceu 12 kg está muito empolgado e treinando firme para que, na primeira oportunidade, possa participar de competições de natação e atletismo.

Centros Olímpicos e Paralímpicos

O programa Centros Olímpicos e Paralímpicos é desenvolvido pela Secretaria do Esporte e Lazer em onze cidades satélites do DF. Baseado na política pública de inclusão social por meio do esporte, tem o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade de vida da comunidade atendida.

A proposta do programa oferece, prioritariamente, à crianças, adolescentes, adultos, idosos e pessoas com deficiência, alternativa diferente de vida usando atividades sócios-recreativas esportivas e de lazer, em que os valores como cooperação, solidariedade e auto-estima, propiciem enriquecimentos transformando assim as expressões da sua conduta.

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