quarta-feira, 25 de abril de 2018

Homenagem ao poeta Jairo Albuquerque


É notório que teu sorriso, tem fascinante onipotência sobre mim. E se queres saber, tu és onipresente em meus pensamentos, em meus sonhos quiméricos, nos planos de fuga traçados para me livrar da solidão. Você sorri, eu sorrio. Você chora, eu choro também. E quando você diz que o mundo é amarelo cinzento nos dias de prova e azul esverdeado no fim de toda correria, eu fico conjecturando, onde você arranjou essa capacidade surpreendente de me encantar. Carregas uma loucura lúcida em tuas palavras, teus conceitos sobre o amor devem ser um misto de galáxias desconhecidas e sabores de sorvete para o verão. 

Quem te entende melhor do que eu? Ninguém… Eu também não entendo. Mas quem precisa entender algo? Tudo que você diz cai como chuva sobre esse meu peito incendiado pela chama eterna do desassossego. Quando você me fala sobre o seu dia, meu coração acelera, se desespera, fica que nem bobo tentando agarrar as palavras que caem sobre ele como flocos de neve açucarados. Eu sou bloco de concreto, mas sempre que você se interessa por quem eu sou, eu me transformo em peças de lego e deixo você brincar de me construir. Como posso amar tanto o que não entendo? Você é incompreensível! ? Você me arranca suspiros, risadas, utopias. 

Acaba minha quota de paciência, invoca uns desaforos baratos, cria palco pra discussões malucas. e por fim, diz que a culpa é minha. Que culpa eu tenho se você é magnífica? Eu dançaria tango com você, no meio da Avenida Atlântica em horário de pico, só pra correr o risco de ser atropelado e cair com meu corpo sobre o teu. Tua pele tem a cor do céu que vejo em meus sonhos. Teu sorriso é maior que a distância de nossos corpos. 

Tua alma brilha mais que meus adesivos de teto, miniaturas que cintilam no escuro, enquanto meus pensamentos mais metafísicos, invocam tua presença em minha cama. Somos loucos de consciência colorida, pensantes que não pensam no que devem pensar. Somos movidos por acontecimentos, somos guiados por sensações, somos almas que se encontraram no fim de um túnel, onde a luz existia apenas em nossos olhares.

Jairo Albuquerque
Poeta da Família Albuquerque

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