segunda-feira, 7 de maio de 2018

Áudios de Jessyka: “Quando sabemos que vamos morrer, sentimos medo”


Em mensagens gravadas no WhatsApp, moça assassinada na sexta pelo ex detalhou ameaças e violências sofridas após romper namoro com policial

Após o crime bárbaro que chocou moradores do Setor O, em Ceilândia, nessa sexta-feira (4/5), a mãe de Jessyka Laynara da Silva Souza, jovem morta com cinco tiros disparados pelo soldado da Polícia Militar Ronan Menezes, conversou com o Metrópoles. Muito emocionada, a técnica de enfermagem Adriana Maria da Silva, 39 anos, definiu a filha como “a melhor pessoa do mundo”.


Ela relembrou as ameaças constantes que a moça sofria por parte do militar, com quem namorou durante seis anos. “Ele mandava áudios ameaçando [a moça]. Era muito ciumento. No dia 31 de abril, ele me ligou, dizendo que iria matar a Jessyka. Se ela tentasse fugir, mataria a família inteira”, contou Adriana.

Em áudios que Jessyka encaminhou a uma amiga, ela relata uma das agressões cometidas por Ronan. “Eu só pensava em segurar a mão dele, pois veio com a arma e colocou na minha cabeça. Estava com medo, pois quando sabemos que vamos morrer, sentimos medo. Em momento algum tentei revidar”, disse a vítima.

Em outro momento, a jovem conta que era perseguida por Ronan: “Ele vivia me pressionando e pedindo para voltar. Me ligava todos os dias. Acho que sou uma pessoa muito boa, pois não consigo sentir raiva dele. Não sinto nada”.

Para a amiga, Jessyka também detalhou um dos momentos de maior tensão que passou com o rapaz. “O pai dele dizia que eu era muito omissa por não fazer nada. Eu não queria denunciar ou prejudicar ele. Não tenho mais coragem de ficar com ele sozinha. Ele chegou a disparar um tiro no chão”, afirmou a moça, recentemente aprovada em uma seleção para o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

A família pede que a justiça seja feita e o militar pague pelo crime. “Ele é um covarde. Deu dois tiros no peito dela e um nas costas. Quero que pague pelo que fez, mas nem 100 anos de cadeia vão trazer a minha filha de volta”, disse a mãe da moça.

Fonte: Metrópoles

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