terça-feira, 19 de junho de 2018

Conta de luz no DF terá aumento extra de 8,81% a partir de sexta (22)




O percentual será pago a mais por cerca de um milhão de consumidores da Companhia Energética de Brasília (CEB)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou, nesta terça-feira (19/6), aumento médio de 8,81% na conta de energia dos brasilienses. O reajuste extra entra em vigor na sexta (22) e atinge cerca de um milhão de consumidores da Companhia Energética de Brasília (CEB).

Este é o segundo aumento na conta de luz em menos de um ano — em outubro de 2017, o reajuste foi de 8,46%. E este ano a concessionária do DF queria mais: 30%.

Como a legislação prevê apenas uma atualização de valores por ano, a CEB submeteu à Aneel o pedido de Revisão Tarifária Extraordinária. O pedido foi alvo de uma consulta pública. No entanto, a única manifestação sobre o assunto foi da própria CEB. A estatal argumentou que precisaria de um aumento muito maior, de 30%, para reequilibrar as contas.



O reajuste extraordinário foi aprovado em audiência pública da Aneel na tarde desta terça-feira (19). De acordo com o colegiado, o aumento será sentido de maneira diversa pelos consumidores de alta e baixa tensão — sendo a média 8,88% para os primeiros e de 8,78% para os demais.

Ao fazer o pedido de Revisão Tarifária Extraordinária (RTE, a empresa argumentou que precisava reequilibrar as contas. Segundo a estatal, os custos com compra de energia e encargos setoriais não foram totalmente cobertos com o último reajuste (8,46%), aplicado em outubro do ano passado.

O rombo estimado pela empresa é de R$ 200 milhões, mas pode ser mais do que o dobro, de acordo com informações de mercado. Os problemas financeiros estão ligados ao chamado risco hidrológico, que ganhou dimensões bilionárias no mercado de energia elétrica no Brasil.

Os custos foram causados pelas usinas de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, além de motivados por importação de energia, acionamento de termoelétricas, uso de energia de reserva e atraso em obras de linhas de transmissão.

Desde 2015, o mercado de energia elétrica é afetado por essa situação, e a inadimplência acumulada deve chegar a números próximos dos R$ 3 bilhões, de acordo com o Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

Além do aumento extra autorizado nesta terça, os consumidores devem se preparar para novo reajuste em outubro, este anual e normalmente autorizado pela Aneel. O percentual ainda não foi definido.

Fonte: Metrópoles

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