segunda-feira, 18 de junho de 2018

PCDF apreende pendrives, chocolates e anotações na cela de Luiz Estevão e Geddel


Segundo a PCDF, as investigações começaram em fevereiro, após denúncia de ameaças realizadas por internos contra delegados de juízes de direito.



A Polícia Civil do Distrito Federal realizou buscas em uma cela do Complexo Penitenciário da Papuda, onde estão presos o ex-senador Luiz Estevão e o ex-ministro da Articulação Política do governo de Michel Temer, Geddel Vieira Lima (MDB-BA). A ação ocorreu neste domingo (17).

Durante a inspeção, foram encontrados cinco pendrives, barras de chocolate importado e um bloco de anotações, que pertece a Geddel. Estevão, inclusive, teria tentado jogar os dispositivos eletrônicos em um vaso sanitário para impedir a apreensão.

O material será analisado para descobrir o que o ex-senador tentava esconder. A polícia também quer saber quem facilitou a entrada do material no presídio. Segundo a PCDF, as investigações começaram em fevereiro, após denúncia de ameaças realizadas por internos contra delegados de juízes de direito.

“Foi instaurado inquérito policial para investigar os fatos e, no decorrer das investigações, as ameaças não foram confirmadas, porém surgiu a informação da concessão de regalias em benefício aos citados ex-agentes políticos, presos e recolhidos no Centro de Detenção Provisória”, conta delegado Fernando César Costa.

De acordo com o apurado, a reforma do bloco onde os investigados ocupam já é alvo de outro inquérito policial instaurado na Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado, aos Crimes contra a Administração Pública e aos Crimes contra a Ordem Tributária (Cecor), para investigar se a obra irregular teria sido financiada por Luís Estevão, para receber benefícios.



Geddel está preso no presídio brasiliense desde setembro do ano passado, por conta de investigação que trata da origem de R$ 51 milhões encontrados no apartamento de um amigo do político, em Salvador.

Segundo a Polícia Federal, parte do dinheiro seria resultante de um esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013, quando Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica da instituição.

Fonte: Agência Brasil

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