quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Cratera em Vicente Pires: moradores reagem e dizem que culpa é do GDF







Guerra de versões: ao contrário do informado pelo governo, presidente da Amovipe garantiu que rede de águas pluviais não é clandestina

O susto após cratera engolir carro com dois idosos na Rua 3 de Vicente Pires, nessa terça-feira (23/10), veio seguido de uma guerra de versões e jogo de empurra entre gestores e moradores. De acordo com o governo, o problema foi causado por uma rede de drenagem clandestina, afirmação contestada pela associação que representa a população da cidade e pelo ex-administrador.


“Moro aqui há 25 anos e acompanho a rotina da cidade. Todas as redes de águas pluviais foram feitas pela Novacap e a administração regional”, disparou o presidente da Associação de Moradores de Vicente Pires (Amovipe), Gilberto Camargos. Para ele, o problema são as obras que as empresas executam no local.


“Elas [as empresas] estão detectando essas redes [de águas pluviais] quando fazem a escavação e as fecham, mesmo sem saber de onde vêm”, explicou. Com isso, diz Gilberto, a água fica sem saída, o que vem causando danos, como o ocorrido na terça em uma das entradas principais de Vicente Pires.


O dirigente da Amovipe ainda classificou as obras na região administrativa como eleitoreiras. “Deveriam ter sido iniciadas em 2015, mas foram deixadas para mostrar serviço aos eleitores. Fizeram um cronograma ineficaz. Abriram frentes além da capacidade e não conseguiram terminar antes do período chuvoso”, disparou, por meio de nota.


Como medida paliativa, a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos informou (Sinesp) que foram colocadas pedras no buraco e a área foi isolada. Gilberto alega que isso não é suficiente. “Caso chova forte outra vez, vai arrebentar de novo”, alerta. “Fosse um carro menor naquele buraco, alguém teria morrido”, acrescenta.

Alberto Meireles administrou a cidade entre 2007 e 2010, período em que a obra de drenagem foi feita. O ex-gestor diz que a rede foi instalada pelo governo. Conforme pontuou, a Estrada Parque Taguatinga (EPTG), durante a construção da Rua Israel Pinheiro, ficava inundada após chuvas, e que a medida paliativa resolveu a situação.

“No entanto, fecharam a manilha. É como tapar a boca de uma mangueira por onde passa muita água. Uma hora vai estourar, e foi o que aconteceu nessa terça, quando quase perdemos duas vidas”, destacou.

 Fonte: Metrópoles

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