quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

De esgoto a carrapatos: pontos do Lago Paranoá têm riscos a banhistas

Adasa fiscalizou pontos de lançamento de águas pluviais e encontrou irregularidades. Equipe foi alvo dos carrapatos na primeira vistoria




Irregularidades
A Coordenação de Fiscalização da SDU vistoriou in loco 158 pontos de lançamentos de águas pluviais no Lago Paranoá. Oito deles não estavam no cadastro da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).

A rede, de responsabilidade da Novacap, apresenta estado de abandono, segundo a equipe da Adasa. “O mais provável é que esses lançamentos nunca tenham recebido manutenção ou limpos desde o momento de sua implantação”, diz trecho do laudo.


A ausência da formalização do trabalho é vista como um obstáculo. “Muito embora esteja na legislação desde 2008, até o momento não há contrato de concessão estipulando as responsabilidades da concessionária [Novacap], o que dificulta a regulação da prestação de serviço de drenagem por parte da Adasa.”

Das localidades fiscalizadas, 17 apresentaram ao menos uma irregularidade, como esgoto clandestino e resíduos sólidos. Onze pontos não foram encontrados por falha nos dados da Novacap ou impossibilidade de acesso, de acordo com o relatório.

Recomendações
A equipe técnica da Adasa elaborou sugestões para a superintendência repassar aos órgãos responsáveis. Além da Novacap, estão na lista de quem deve tomar providências a fim de mitigar as irregularidades na orla do Lago Paranoá a Secretaria de Saúde, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).

À própria agência, a Coordenação de Fiscalização cobra celeridade na aquisição de equipamentos de proteção individual para a prevenção de doenças laborativas específicas das ações de fiscalização em zonas que possam causar enfermidades aos servidores.



Confira o que foi sugerido à SDU recomendar a cada órgão:

Novacap: realizar a atualização no cadastro dos seus lançamentos de águas pluviais; o monitoramento da qualidade da água de drenagem lançada no Lago Paranoá; e promover fiscalização e manutenção periódica de suas estruturas de lançamentos de drenagem, inclusive a remoção de vegetação que impede o acesso de alguns lançamentos.

Caesb: localizar e remover ligações clandestinas de esgoto na rede de drenagem encontradas pela Adasa.

Secretaria de Saúde: adotar medidas sanitárias para minimizar a proliferação de carrapatos, vetor da febre maculosa, à população local, bem como aos usuários eventuais do Lago Paranoá.

Ibram: informar sobre a presença de capivaras na orla no Lago Paranoá e do provável crescimento significativo de sua população, o que pode acarretar doenças e prejuízos aos brasilienses; e sobre os possíveis danos ambientais causados pela falta de manutenção das redes de drenagem, bem como das interconexões irregulares de esgoto que são lançados no Lago Paranoá.

Fonte: Metrópoles

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